MULTI-LADOS

MULTI-LADOS
 
Estou privado de mim
Porque o medo me assola
E me deixa sozinho
Em um quarto.
Em um quarto.
 
Como em um cativeiro
Me privo de viver
Uma realidade tão latente
Em mim.
 
Sou combatente
E vivo neste dilema:
Eu me venço ou
Eu me perco?
 
Olho nos olhos
E o que legitimo?
O que intimido?
 
Não há comando no esquecimento
E a identidade se perdeu
Várias vezes em que registrei
O absurdo de me sequestrar
E não saber o valor do resgate.
 
Em multi-lados escombros
Uma guerra fria se combate.
 
Quem são as vítimas?
O valor simbólico está
Em negar o ócio,
Quando ausente de mim
Recompuser todos os versos
Já escritos no mundo.
 
Leo Barbosa
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