O rei e o substituto

Na Copa de 62, Amarildo Tavares de Souza substituiu um contundido Pelé e se tornou um dos maiores responsáveis pela conquista do bicampeonato mundial.

Há três semanas, seu xará, o morador da Rocinha Amarildo de Souza, 43, que nunca foi rei nem nada, foi levado como suspeito pela polícia e sumiu, desapareceu, escafedeu-se.

Coincidentemente, as câmeras da UPP e o GPS da viatura policial que o deteve para averiguação não funcionaram na noite de seu sumiço.

As coincidências não param por aí. Quarenta e três anos atrás, ao marcar seu milésimo gol, Pelé disse: cuidem das criancinhas do Brasil! Amarildo era, então, um recém-nascido ou um feto.

Fato é que as criancinhas não foram cuidadas. Principalmente se negras e moradoras das comunidades.

A PM continua agindo como ditadura. E os filhos dos Amarildos continuam chorando.

 

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