REFLUXO

o-RIO-CELESTE-TENORIO-570

REFLUXO

Meu corpo se enferma
De negar desejo
E minh’alma se deforma
Pelo rigor da norma

Se eu me insiro no poema
Não há nenhum dilema
Mas se o poema se enverga em mim
Eu não penso ser gente.

De mim não sou nem indigente.

Que posso dizer
Se o amor aparente
Não ratifica sua patente
Causando-me refluxos.

O céu está mais próximo
De quem abaixa as mãos
E devolve o sêmen
A uma flor murcha.

Nem todo mar
Se confunde com rio
Se eu rio
É só acaso
Porque deságuo.

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