Poema de Cassandra Véras

quero tatuar nas costas
de omoplata até omoplata
porque sou redonda e errática
(orbital, me autoengano)
essa mandala

em dias
com uma cor de vida
outra de morte
pigmento uma intersecção
mínima

em dias
com uma linha
imaginária
desenho flores de arrebol
(essa palavra tem me vindo)

em noites
sonho um vestígio
de teu rosto
teu corpo inteiro
pontuado

em noites
tudo é escuro
e resplandece
em arcos

a vida
rio sinuosíssimo
hiperbólico
superlativo
não cabe nos cubos

na vida
ácido e lírico
se misturam
em minhas águas.

Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre luisagadelha

Luísa é graduada e mestra em Letras, graduanda em Filosofia, ama literatura desde sempre e quadrinhos há alguns anos, tem preferência por romances (longos), sejam clássicos ou contemporâneos e se esforça - ou nem tanto - para ler mais poesia. Isso quando não está vendo séries.

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