Poema de Lucas Trindade da Silva

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Ilustração: Pinterest

inquirir entretanto a memória
sobre as razões para olvidar
– doar à sombra –
os sons de arrebatamento d’outrora

lançar à mesa os ramos guardados nos livros
os cravos levados na carne
os cimos marcados nos olhos
para fitar o abismo sem vertigem ou desejo

rejeitar o órgão-que-sabe
para cantar qualquer crença
na linguagem como desvelo
e no corpo como abertura

manter-se firme em impermanente ser

(Lucas Trindade da Silva)

Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre luisagadelha

Luísa é graduada e mestra em Letras, graduanda em Filosofia, ama literatura desde sempre e quadrinhos há alguns anos, tem preferência por romances (longos), sejam clássicos ou contemporâneos e se esforça - ou nem tanto - para ler mais poesia. Isso quando não está vendo séries.

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