Saudade

Como se te perdesse, assim te sigo,

Como se te adivinhasse, assim te sirvo

De cama, de prato, de quatro

Paredes e teatro. Ponto.

 

E como se tu me permitisses, 

na minha a-geografia, meu rosto imovível.

Dilui-me em tua luz e me faz foto/grafia,

na esperança dissoluta da saudade do que não tenho,

Imagens por mim despedidas, luzes espraiadas no papel ou na argila.

E eu, mínima em an-seios pequenos e inundados de impossíveis.

Pele, osso. Vírgula. O avesso de mim, madeira-aço-ilusão.

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Uma ideia sobre “Saudade

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