[vibro às portas…]

vibro às portas deste céu cilíndrico que me engole
como a erguer todo o impossível azul platina
seja a repuxar os seus tentáculos no plural
e do inverso infinitivo colho a linguagem a bailar na fogueira
vestida pela luz a sair das mãos
linguagem a encolher nas minhas mãos luminescentes
contra uma força irresistível
celeste
onde viro do avesso toda a eternidade que vem de dentro
– a eternidade das coisas bestiais

 

filipe marinheiro, «noutros rostos», chiado editora, 2014

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