Desisto

Sob a tua face de  vidro pode ser visto

O pescoço morto, os olhos baixos, um som ao mastigar a carne

Sob a tua face me dispo

Cara, face de vidro. Não há feridos.

Sob a tua face meus ossos quebradiços

      “porque trabalho teu rosto de palha e construo o impossível”

Talho, empalho, emparedo tua cara cara. 

Eterna efemeridade da carne,

Um rosto fundido no vidro da tua imagem.  

(R. Basílio)

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