Aleksandr Serguéievitch Púchkin (1799-1837)

Um chefe fraco e insidioso,
Velho galo careca, inimigo do trabalho,
Escaldado por uma glória inesperada,
Reinava sobre nós naquele tempo.

LI

E aqueles a quem li, entre amigos,
As primeiras estrofes? Quem há de
Saber deles? “Uns não são mais vivos,
Outros estão longe”, cantou Sáadi.
Sem eles, concluí meu Oniéguin.
E ela, a cuja imagem persegue
O meigo ideal de Tatiana…
A muitos a sorte soberana
Quebrantou. Feliz quem do festim
Da vida partiu mais cedo, sem
Esgotar a taça. Feliz quem
Não leu o romance até o fim
E súbito dele se despede
Assim, como eu do meu Oniéguin.

Tradução Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman

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