Nomeação

Escreverei teu nome nos muros de mim mesma, que ladeiam meu corpo 

mais, ainda e tanto.

Lerei teu nome nas gavetas de mim mesma, guardando um riso morto

 cheirando a flor e madeira,

mais, ainda e tão pouco.

Embaixo das árvores, entre  gravetos e chuvas, quarando

mais, ainda e alhures.

 

Tocarei por teu nome, cantarei por teu nome,

 teu nome, teu nome, teu nome… teu nome

 tatuado em minha mente, mais, ainda, e sempre.

 

Na minha fome é teu nome que sacia

Na ansiedade do que me falta,

 mais, ainda, e tanto quanto há de ar e comida.

Escuto teu nome e não há som algum para se ouvir,

Canto de sereias descabeladas, afundadas no mar de não-ser nada além de

mais, ainda, e algures.

 

Construo uma casa para teu nome, varanda e terraço e

mais, ainda e tão pouco.

Beijo e é o gosto do teu nome que deixo na boca do outro.

 

Teu nome-lugar me contém.

Borda da piscina. Limita. Mais e ainda e sempre tão pouco.

(R. Basílio)

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