De Abrahão para Beto – presente de poeta

 

Que a cachaça do Tempo me devore
A primitiva urina de cervejas.
Que me devore e a ti devolva
O rosto de pingente, de orelha.
Mas tão desconformado que a bebida
Como se um caminhão desordenado
Me enchesse de luz, silêncio, de outro.

E na noite ébria de tua ausência
Ei fosse vasto como dois biscoitos
Por me sentir da fome pertencido
Nas agruras da vida, esse vício,
Na adolescência nunca vinda, esse mito,

Que eu reinvento na dor e nesse grito.
Esse grito que são farpas na lira da palavra,
na corda vocal do amor de Hilda, em riste.

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Abrahão Costa Andrade

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