DÍSTICOS DA MORTE (poesia para tempos de sangue)

A família no supermercado
passa o vírus por atacado

§

A política da morte
é brasileira e forte

§

Com seu nariz à mostra o idiota
aspira a morte do compatriota

§

Corre o governo da chacina
os mortos não sonham com vacina

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Consumidor morto não volta
mas o patrão não se importa

§

Fé e indiferença
comungam nessa mesa

§

Maldita economia
com a barriga vazia

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Milhares de vozes sem ar
e você nem saiu do bar

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O governo vacina a conta-gotas
no entanto o povo bate as botas

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Os assassinos armados
não vêem caixões fechados

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Patriotas da cloroquina
morrendo secos na surdina

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Sem máscara nem isolamento
você na festa de casamento

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Shoppings de indiferentes
são covas de indigentes

§

Ratoeiras motorizadas pela cidade
multidões contaminadas contra a verdade

§

Regurgita mi mi mi o presidente
que espera que você morra contente

§

Vermífugo mental
com máscara anal

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Um estado de usurários
desmascarados e apoiados

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Morreram todos tá tudo escuro
O Brasil é o país do futuro

§

Uma ideia sobre “DÍSTICOS DA MORTE (poesia para tempos de sangue)

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