QUANDO BATE A SÍSTOLE

À luz da febre, silenciosamente,
ossos, pele e esquecimento.
Já conversamos todos neste corpo.
Afinal não somos o mesmo substrato?
Os mesmos tendões unidos pelo passado?

Quando bate a sístole, todos sopramos
mais um passo e num instante,
seguimos adiante e nos tornamos o inesperado.

Acontecemos no tempo que não alcançamos.
Estamos no mundo, mas não estamos.
Dentro encerramos o mistério da vida:

Não saireis vivo.

 

_ars_mundi_6___B-UqCYiHYsW___

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