berlinda

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Foto de Christer Strömholm

para Pedro

somos os sem grupo, meu amor, os desgarrados,
os indesejáveis sentados na última mesa do café,
os das listas de espera, os vencidos pelo cansaço,
os das migalhas, dos fins de feira, dos escanteios
à quadra, somos os notados pela beirada do olho,
somos o silêncio repentino dos outros, o não-dito,
o lado contrário intermitente, as ervas miseráveis
brotadas nas frestas do meio-fio. seguro tua mão
macia e calma: somos mesa para dois, meu amor

(Amanda Vital)

Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre vitalamanda

Amanda Vital (Ipatinga/MG, 1995) é Bacharel em Letras - Estudos Literários pela UFMG. Atualmente, cursa Mestrado em Edição de Texto pela Universidade Nova de Lisboa. Autora dos livros Lux (Editora Penalux, 2015) e Passagem (Editora Patuá, 2018). Seus poemas são encontrados nos blogs Amanda Vital Poesia, Equimoses e Zona da Palavra, além de espaços virtuais como Germina, Ruído Manifesto e Literatura & Fechadura. Também participou de antologias como Ventre Urbano e 29 de abril: o verso da violência. Foi curadora da 4ª edição da antologia Carnavalhame. Integra o conselho editorial da revista Mallarmargens. Contato: amandavital@live.com

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