A lojinha da CASA

Agora a CASA está na lojinha da Editora Urutau para todos os leitores encomendarem o seu exemplar. Passe lá e confira, além do meu livro o catálogo da editora abriga uma rica parcela da literatura brasileira contemporânea em edições belíssimas.

Você pode acessar e adquirir seu exemplar aqui.

Para fechar a coluna hoje, que não há o que dizer que o livro em si já não esteja dizendo por si, o poema homônimo.
Pode entrar, que a casa é sua. Não repare não, as paredes de vento, o telhado de versos (infinito). Achegue-se, que há espaço para todos.

CASA

Eu te recebo
E como nada temo que venha de ti
Mantenho abertos os braços
Os abraços restaram sozinhos
Desta cama eu nunca parti
Os momentos e a memória amanhecem
Com sono juvenil dos que não têm rumo
Os que pouco conhecem a névoa do corpo
Esquinas e quebradas com derradeiro fogo
Que cidades esquecidas arderam em plena vida
Nunca descansamos
A boca e o mar nunca afastamos da borda
E nossas próprias rochas arrefeceram
Na maré, no lençol e na despedida

Guardamos no peito os lobos
As noites sedentas e o frio imenso na pele
Mansa silenciam guerras passadas
E o desejo em cada pessoa –
Uma casa

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Crédito da foto: Débora Rendelli

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