Poema (1) de Lucas Trindade da Silva

Aykut Aydoğdu
Ilustração: Aykut Aydoğdu

a Martina

tu que me diz do vento em repouso
do brilhar maior das sombras de árvores mortas

tu que me fala d’au
sência
de
movi
mento
como um bem
como um fruto
a ser conquistado

tu que numa rede balança e chama de fonte
os estímulos alheios de sal frente ao mar

tu que altiva olha o agreste dos meus olhos
como se o árido das dores sós fossem quimera
e o ardor de quem assim sofre fosse despeito
e assombro
despropositado
ao pôr-se nos sulcos da vida

tu que absorve toda a falta que concebo
e me põe num estado de espera
sobre os atributos daquilo
que em conjunto interpelam com o meu nome

tu ardósia potência de cores

que descansa sobre o leito de um nunca apaziguar

(trindade da silva)

Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre luisagadelha

Luísa é graduada e mestra em Letras, graduanda em Filosofia, ama literatura desde sempre e quadrinhos há alguns anos, tem preferência por romances (longos), sejam clássicos ou contemporâneos e se esforça - ou nem tanto - para ler mais poesia. Isso quando não está vendo séries.

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