Poema de Emerson Sarmento

Apoteose (i)mortal

Na pouca luz sublima-se teu corpo
Nu, trêmulo, um mar revolto
Passo-lhe a língua na perfeita
Simetria dos seios, na barriga,
Na fonte da vulva viva, como quem
Tem sede há séculos.
Mordo-lhe, penetro-lhe desbravando
Paixão, ares, se há vida após gozo.
Teus olhos procuram enxergar-me
Mas sou ainda as sensações brutais
Que te cegam, te enlouquecem.
Morremos por segundos
E os olhos se encontram,
Ali renascemos para depois
de uns instantes
Morrermos novamente.

 

Emerson Sarmento

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