pára-quedas

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“Young Girl Writing”, de Berthe Morisot

habituei-me a estar sozinha com minha poesia
enquanto observo os colegas saindo pela porta
da frente em uma fila indiana solene mas breve
vez ou outra chego a sentir tapinhas no ombro
desestabilizando a escrita da caneta aos papeis
ouço-os falarem da divisão da conta do boteco
para onde não posso ir com a menina que sou
ou com a falta da leitura do último lançamento
só eu e meu corpo sentados com minha poesia
em uma biblioteca despovoada e me pergunto
se o afeto até onde o sei é utopia ou simulacro

(Amanda Vital)

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Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre vitalamanda

Amanda Vital (Ipatinga/MG, 1995) cursa Letras com ênfase em Estudos Literários na UFMG, em Belo Horizonte, transferida da UFPB. Autora dos livros Lux (Editora Penalux, 2015) e Passagem (Editora Patuá, 2018). Entre 2014 e 2016, participou do grupo de declamação Aedos, em João Pessoa. Seus poemas são encontrados nos blogs Amanda Vital Poesia, Equimoses e Zona da Palavra, além de espaços virtuais como Germina, Ruído Manifesto e Literatura & Fechadura. Também participou de antologias como Ventre Urbano e 29 de abril: o verso da violência. Integra o conselho editorial da revista Mallarmargens. Contato: amandavital@live.com

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