BARRICADA (poesia para tempos de sangue)

no fim da rua

o fim do mundo

no fim da rua

o fim da linha

o fim da vida

no fim da rua

não

na manchete
o fim deu-se apesar da rua,
que continua existindo
depois do sangue –
Lavado.

Uma ideia sobre “BARRICADA (poesia para tempos de sangue)

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