lente

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para Pedro Tiago

ouça cada palavra que sai dos meus dedos
enquanto tento captar a exatidão do verbo

perceba que sou mais ousadia que precisão
que talvez nunca alcance o riso das crianças
o movimento das saias a fertilidade do solo

quem dirá o imensurável fluxo de emoções
a força sobre-humana dos amores genuínos

observe como me arrisco nos céus invertidos
ilumino com as mãos o que estava guardado
rasgo as cicatrizes da alma em uma abertura

que é nesse espaço onde exponho manchas
acumulo a imprecisão agridoce dos infinitos
a realização de tudo o que não vem imediato

ouça cada palavra que sai das minhas linhas
que as vozes são legíveis nos emaranhados

(Amanda Vital)

Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre vitalamanda

Amanda Vital (Ipatinga/MG, 1995) é editora-adjunta da revista Mallarmargens. Bacharel em Letras - Estudos Literários pela UFMG, vive em Óbidos e cursa Mestrado em Edição de Texto pela Universidade Nova de Lisboa. É autora dos livros Lux (Penalux, 2015) e Passagem (Patuá, 2018). Seus poemas são encontrados nos blogs Amanda Vital Poesia, Equimoses e Zona da Palavra, além de espaços virtuais como Germina, Ruído Manifesto e Literatura & Fechadura. Também participou de antologias como Ventre Urbano e 29 de abril: o verso da violência. Foi curadora da 4ª edição da antologia Carnavalhame. Contato: amandavital@live.com

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