Poemas (2) (3) de Daniel Novo

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Fotografia do autor
Sou um herói porque me mantive de pé 
diante dessas bestas de carne humana 
que infernizaram os dias de solidão. 

Sou um herói porque cerrei os punhos 
mas não levei as mãos à cara 
dessa ralé bem falante e humilhadora 
que incapacita os seus próprios motivos. 

Sou um herói porque trinquei os dentes 
e virei costas a esses chulos com 
focinho de pau e alma de amargura 
que invejam quem com pouco sorri. 

Mas eu só serei um herói quando 
com pezinhos de lã e sem falsas pretensões 
eu conseguir afastar de mim este ódio 
este rancor ostracizado! 

(A todos os guerreiros de Abril) 

***

Foi numa madrugada de Abril, 
faz agora 40 anos, 
que à inquietação do lápis azul 
o povo largou o avental 
e respondeu: - São cravos, senhor!
Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre luisagadelha

Luísa é graduada e mestra em Letras, graduanda em Filosofia, ama literatura desde sempre e quadrinhos há alguns anos, tem preferência por romances (longos), sejam clássicos ou contemporâneos e se esforça - ou nem tanto - para ler mais poesia. Isso quando não está vendo séries.

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