Poema (2) de Eliza Araújo

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Ilustração: Pinterest
Eu digo as máquinas o que devem
fazer com meus dedos
Que estranho esse
imperativo sem palavras
Os bipes que registram o número
em outros contextos são o único
sinal da morte
ou como gosto de colocar,
passagem pro outro lado.
Inventaram tantas coisas para não
ficarmos sós
A tela da coisa acende
quando se escreve
A folha do caderno, não.
Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre luisagadelha

Luísa é graduada e mestra em Letras, graduanda em Filosofia, ama literatura desde sempre e quadrinhos há alguns anos, tem preferência por romances (longos), sejam clássicos ou contemporâneos e se esforça - ou nem tanto - para ler mais poesia. Isso quando não está vendo séries.

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