Poema (26) de Fiori Esaú Ferrari

quixote

IMagem: Pinterest.com (Marcel Pajot)

 

Novo Quixote

 

Tem um caminho

que asila

meus pássaros.

 

Guardados com carinho,

no longo braço dos ramos,

lentos invadem espaços.

Os remos afastam a água,

sentimentos que se tornaram quânticos,

e quando rimos somos o sumo,

gosto sem rumo,

das romãs,

um romance de amadurecer.

 

Dom Mouro de construções infinitas,

livros de artefatos,

a mística das mandalas ao vento,

grandes lanças,

meu cavalo e seus lenços

enfeitados,

moinhos e perturbações.

 

O sonho é a engrenagem

de rodar a noite celeste.

 

Vou embora pro horizonte,

lá fiz um caminho

pra asilarem meus pássaros.

 

Resta na beira dos céus

orientar a lua

que passa calma

entre os planetas.

 

Fiori Esaú Ferrari

In: Tensão Superficial da Poesia. Editora Penalux, 2016

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