SUA CANÇÃO NA TARDE CHUVOSA

I.

Água
sangria de nuvens entojadas.
Manchas no céu descem
a manta cinzenta na tarde.
O ocre molhado da terra
arde nas narinas.

II.

Fende a terra de desejos,
matéria fria de seu pranto.
Do ruído firme de seus cântaros
encho minha página.
Eu lavo o meu canto.

III.

Quisera escrever seu nome na terra.
Quisera meus dedos manchados de céu.
A sua pele negra, quisera.

IIII.

Aceso, seu perfume incompreendido me mantém.

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