Poema (16) de Fiori Esaú Ferrari

seixo

Imagem: Pinterest.com

 

 

Através

 

O algodão, o seixo,

o batom, a faca.

 

A mesa que sofremos

o gole tardio do vinho,

a entressafra da luz cálida,

última instância

dos modelos que queriam dizer o mundo.

 

Já é impossível dizê-lo.

 

Minha vó me ensinou

a dobrar lençóis.

 

Eu me vesti de transparência

pra noite ler

meu corpo frágil,

masculino.

 

Fiori Esaú Ferrari

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s