Poema (1) de Ana Vogeley

pai.jpg

Imagem: Pinterest.com (Snezhana Soosh)

 

seu pai riu e beijou inesperadamente
o vermelho da minha fala
meu cabelo jovem prestes a alaranjar
disfarce para uma alma cansada

aquarela de colorir corais

ele soube do porto
cais e caos
foi amanhecer na névoa
ele soube dos ventos
deu plantão ao plantio
abraçou a colheita

assim ele o conduz
até sua pequena cama
você já está dormindo
e não percebe
então tento agora dizer
sempre tentarei

meus lábios meus lábios
souberam
o que jamais saberão dizer
estavam certos
seu pai
era o melhor
que podia nos acontecer

 

Ana Vogeley

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