Poema (6) de André Luiz Pinto

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Foto: Márcio Leitão (Espelho d’água Sintra)

 

 

VI

 

  1. O reflexo da água refere-se

a um corpo

que jamais esteve aqui

superfície dessa mágoa a mais no coração

destino de um tigre gravado em cristais

exposto no museu

não me atrevo a dizer o nome

dessa mulher que abomina o falso

ao dizer que lhe ama? O reflexo da água

é o do espelho d’água

que me cobre as ranzinzas do silêncio-mor.

 

  1. O reflexo do corpo é o de me encostar

ao dela

(seu braço)

suavemente macio, é o de dizer

posso fugir feliz. Nada acontece

sequer a marca do sol que ressurge

solícito, operante à minha vontade

soldado

como se escrevesse um poema

inferno, por estar tão calmo

amigo, com as respostas de antes.

 

André Luiz Pinto

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