TANTAS PERNAS

Anoitece na rua.
O tempo dobra-se em horas,
soalha o agora,
agora, agora.

A lua acima, também nua,
não reflete na quentinha prateada
sem
sobras.

O silêncio invadiu as palavras
ou foi outra morte velada
(invisível)
na calçada?

O rosto na pedra
não tem voz ou cobertas.
Talvez saudades.
Os trajes da memória
com cheiro de merda,
noticia velha,
suturam a cidade
ainda aberta.

Anoiteceu na rua,
nada cobre
tantas pernas.

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