Poema (8) de Saturnino Valladares

beijo.jpg

Imagem: Pinterest.com (Robert Doisneau)

 

Me miras la mirada toda mía,

temblándome la calma apasionada,

de besos cubierta toda mi boca,

de un color caliente, toda frescura,

de brazos, manos, de dedos toda hecha

por mi cabello. Toda eres caricias

hacia mí, hacia el amor que te tengo.

Tú, sin prisa, me sonríes mirándome,

una mirada mía inesperada,

súbita, vertical, tan sorprendida

del instante tuyo y de la esencia

informal de este mirar amándonos,

besando el estremecido instante,

sin siempres ni promesas, sin futuro.

Todo, mirándonos ser todo, todo

en la esperanza del durar amándonos,

aquí, hoy y ahora, en el calor

de tu beso y de tu nunca mañana

 

————————————————————————————————

 

Me miras a mirada toda minha,

tremendo-me a calma apaixonada,

de beijos coberta toda a minha boca,

de uma cor quente, toda frescura,

de braços, mãos, de dedos toda feita

por meus cabelos. Toda és carícias

a mim, ao amor que te tenho.

Tu, sem pressa, me sorris olhando-me,

Um olhar meu inesperado,

súbito, vertical, tão surpreendido

do instante teu e da essência

informal deste olhar nos amando,

beijando o estremecido instante,

sem sempres nem promessas, sem futuro.

Tudo, olhando-nos ser tudo,

tudo na esperança do durar nos amando,

aqui, hoje e agora, no calor

do teu beijo e do teu nunca amanhã.

 

Saturnino Valladares

(In: Segredos da Fênix: Editora Valer)

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s