NÓS

Ruas estreitas vão dar num estranho silêncio
Bifurcações anônimas do medo atado
Esquálidas sombras calcadas no chão
Disformes rios de esgoto que batem nas sacadas de claustros
Homens farejam mortos com focinhos de papel
Cobertas estendidas sobre a nossa miséria se agitam
Pelos furos avistamos as estrelas
Nas pedras que estão em todos os caminhos possíveis
Sustentamos com estacas a magreza
do que ainda não nasceu.

Leandro Rodrigues

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