Poema (7) de Saturnino Valladares

ocean

Imagem: Pinterest.com

 

Recién salida del mar.

BLAS DE OTERO

 

Eres un animal recién nacido,

cho

rre

an

do

la íntima

luz

de las mareas,

derramando, salpicando,

go

te

an

do

resplandores,

pálpitos,

efluvios ebrios,

húmedos

aromas.

 

Moldeando

la brisa

con bravos golpes

de desnudez,

salitre

y viveza.

 

La delgada raíz de tu cintura

alumbra un aura de mar en torno a ti,

rotunda de vida y sal

parece sacada de entre las rocas,

conserva la frescura

de las profundidades,

y la arrolladora fuerza sonora

de las caracolas abandonadas

a la luz del mediodía.

 

Eres la belleza frente al crepúsculo.

Recién nacida a la eternidad.

 

Recém saída do mar.

BLAS DE OTERO

 

És um animal recém nascido,

Emanando a íntima luz das marés,

derramando, salpicando,

go

te

jan

do

resplendores,

palpitações,

eflúvios ébrios,

úmidos aromas.

 

Moldando

a brisa

com bravos golpes

de desnudez,

salitre

e viveza.

 

A estreita raiz da tua cintura

alumbra uma aura de mar em torno de ti,

rotunda de vida e sal

parece saída por entre as rochas,

conserva a frescura

das profundezas,

e a impetuosa força sonora

dos búzios abandonados

à luz do meio-dia.

 

És a beleza diante do crepúsculo.

Recém nascida à eternidade.

 

Saturnino Valladares

(In: Segredos da Fênix: Editora Valer)

 

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