autotrofia

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cresce em cada ventre uma rosa
de raízes aterradas no limbo d’alma

irrompe no dentro seu sacro elixir

se arrasta em pétalas douradas
e desemboca no abismo de si

linhas etéreas refazem caminhos
em minha própria semeadura
: rastros das filhas da rosa-mãe

ó, mãe de toda a autotrofia

abriga-me entre tuas coronas
e dai-me o pólen de cada dia.

(Amanda Vital)

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Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre vitalamanda

Amanda Vital (Ipatinga-MG, 1995) cursa Letras na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Apaixonada por poesia contemporânea, publicou seu primeiro livro de poemas, "Lux", pela Editora Penalux em 2015. Contato: amandavital@live.com Facebook: https://www.facebook.com/vitalamanda

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