Poemas (2) de Marcelo Maldonado

ruga.jpg

Imagem: Pinterest.com

 

(

a alma tragada
embriagada de
um pó de estrelas
só pode sê-la
se estranha for
a si mesma
e ainda assim
se a espelha
uma outra imagem
bruta que seja
que na voragem
se adeja

=============

(da purificação)

guardo
a ruga
da agrura
o grão
e da água
pura
aguardo a
cura

=============

(das perplexidades)

um a um
meus espantos
em cada
microscópico
espasmo
secretam (excretam)
seus prantos
no debater-se
atônito dos
átomos
e espreitam
meus atos
regulares
enquanto
movo os dedos
em torno
do lápis
para registrar
os lapsos
de esperança
em meus
pesares

Marcelo Maldonado

 

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