Poema (17) de Iara Carvalho

iara

Imagem: Pinterest.com (Marcel Caram)

ESTÁ A VIR

Eu bebo o amor
dentro da tarde clara.
A espessura é de carne,
a do amor,
e não tem sono.
Afundo a boca em seu
leito solitário,
no côncavo da boca
o amor só cresce.
Onde o sal do mar se
espalha? É corpo adentro,
tarde afora.
O amor lava meus órgãos
internos e me escava.
Sua estrutura inteira
arde e não tem medo
de ser doce.
O sol desce tranquilo
longe da minha casa,
a esperança é de ser gente.
Bebi o amor e todos os
seus perigos, colheita de
que me orgulho, chama que
orienta novos entarde
-seres.
Trinta e oito graus, marca
o termômetro, ao
fim
do dia mais líquido do ano.

Iara Carvalho

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