tato

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mergulho inconstante na luz que se forma
dos olhos fechados ao mundo descorporado

no lado de dentro, lampejos na fauna órfica
: o dedo do divino e seus espirais incrustados
tocam a pele nínfica de toda a floração

ao som da clareza de suas vogais
a precisão das notas que ressoam e ecoam
da lama em sua mais tenra forma

tudo é despejar-se

e o corpo entregue em semeaduras
recebe o último toque etéreo do pó.

(Amanda Vital)

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Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre vitalamanda

Amanda Vital (Ipatinga/MG, 1995) cursa Letras com ênfase em Estudos Literários na UFMG, em Belo Horizonte, transferida da UFPB. Publicou seu primeiro livro, “Lux”, pela Editora Penalux em 2015. Entre 2014 e 2016, participou do grupo de declamação Aedos, em João Pessoa. Atualmente posta seus poemas nos blogs “Amanda Vital Poesia” e “Zona da Palavra”, e também produz videopoemas experimentais. É colaboradora da revista Mallarmargens. Contato: amandavital@live.com Facebook: https://www.facebook.com/vitalamanda

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