Poema (64) de Tito Leite

 

tigre branco
Imagem: Pinterest.com

 

PASTOR DO SER

 

Longe do cálculo e do engenho atômico

o deserto me madura.

 

Entre húmus sinos e pétalas do ocaso

incenso as vésperas com o silêncio das chuvas temporãs.

 

Tigres brancos contrapesam na unha os elefantes

da minha casa.

 

A casa que delira o chão da minha aura – em estilhaço

e flor de cacto – medita a planta.

 

Tal um eremita devorado pelo nada

adivinhar-me é arriscado

sou da poética

(o tempo vai mudar).

 

Tito Leite

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