“Die Toteninsel” - 1886, Arnold Böcklin

MAR DA TRANQUILIDADE

As paredes da memória são frias
Ciprestes da Ilha dos Mortos
de Böcklin
A embarcação constante
O mar calmo
As nuvens escurecem o horizonte
Os rochedos verticalizam o silêncio
Caronte e seu trabalho incessante

As pontas dos ciprestes balançam ao vento
Um fiapo de sol bate nos rochedos
A embarcação aproxima-se da Ilha
O mar permanece calmo

As palavras escuras destilam
insípidas manhãs que escorrem.

Leandro Rodrigues

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