Poema (60) de Tito Leite

alarido

IMagem: Pinterest.com

 

NATURA

 

O alarido é a pausa do infinito.

No dínamo das plêiades, a eletricidade

da noite amolda-se noutros sóis.

 

Uma discreta gramática do universo:

sua ontologia evita o falatório

(espinho na alma).

 

Um círculo no céu e a águia

voa sem serpente e retorno:

inaudível Te Deum dos astros.

 

Cabe ao poema pôr em órbita

a montanha que salta do sangue

e se esconde no mistério.

 

Tito Leite

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