hiato


cortinas balançando ventos ocos 
as frestas uivam as interminabilidades 

e meus ouvidos vibram a ode

da noite
a cidade segue sussurrando no escuro
voa a pena de um passarinho, fina 

despetalada

transitória
por entre vagalumes estáticos 

preenchendo lacunas nas ruas 
voa pelo toque denso do teu suspiro

que habita o intervalo transcorrido

entre tudo o que agora fere
:
o hiato das nossas peles.
(Amanda Vital)

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Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre vitalamanda

Amanda Vital (Ipatinga/MG, 1995) cursa Letras com ênfase em Estudos Literários na UFMG, em Belo Horizonte, transferida da UFPB. Publicou seu primeiro livro, “Lux”, pela Editora Penalux em 2015. Entre 2014 e 2016, participou do grupo de declamação Aedos, em João Pessoa. Atualmente posta seus poemas nos blogs “Amanda Vital Poesia” e “Zona da Palavra”, e também produz videopoemas experimentais. É colaboradora da revista Mallarmargens. Contato: amandavital@live.com Facebook: https://www.facebook.com/vitalamanda

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