Poema (19) de Diniz Gonçalves Júnior

 

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Imagem: Pinterest.com

 

balneário flórida 

a bicicleta enferruja no quarto do fundo,
conchas na moldura da churrasqueira,
quintal, quarto quente, concreto
das prateleiras, ventilador de ferro
que ainda funciona, rua das camélias,
a chuva precipita na rua quase vazia,
equação do sono no ócio da tarde,
o mar desolado rebenta lento e os
quiosques fincados no calçadão,
sentido mongaguá ou boqueirão
soletrando paisagens habituais
e as bugigangas precárias,
talvez um chaveiro ou nome
entalhado num totem de madeira.

Diniz Gonçalves Júnior

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