Teias (Poema de Tanussi Cardoso)

teia-tanussi

Imagem: Pinterest.com

TEIAS

Alimentar aranhas,
eis o meu ofício.
Deixá-las criar tentáculos.
Moscas mansas
apaixonadamente sangrar.
Cuidá-las para tecer
os pequenos vícios
do seu tear:
venenos sutis
tatos improváveis
-vivê-las.
Redescobrir as cores
as sedes e as sedas.
Entrelaçar as sendas
do meu destino nelas:
véus de astúcia
morte e viuvez.
Decifrar sua dança:
rede de valsas
fios de arame.
Aprender com elas
o ritmo do salto.
TELAS

Alimentar arañas,
es mi oficio.
Dejarles crecer tentáculos.
Cuidar
los pequeños vicios
de su telar:
experimentar
los tactos improbables
(sutiles venenos).
Redescubrir colores
en la casa de las sedas.
Tejer
mi destino a ellas:
velos de mortal astucia
viudez.
Descifrar su danza:
valses tejidos
con hilos de alambre.
Aprender con ellas
el ritmo del salto.
Ver como las mansas moscas
sangran apasionadamente.
Trad: Angélica Santa Olaya
Tanussi Cardoso
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