Poema (11) de Tiago Dias

tarde

Imagem: Pinterest.com (René Wiley)

 

Mainha

 

fim de tarde

a nossa caminhada e o cheiro do pão quente

atravessando o largo – boas,

seu Honorato, dona Noélia!

o cachorro de longe latia

enquanto não lambia seus dedos.

acesas as luzes nos postes,

leite, broa e sacos de papel.

a memória são galhos das seis que roçavam

nos céus das nossas cabeças, o ferrolho, o sino,

a Ave Maria

 

Tiago Dias

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