[ao abandonarmos uma manhã…]

ao abandonarmos uma manhã sem os seus passos seríamos capazes
de tecer a brisa de um búzio como se fosse o dulcíssimo vento
a transformar a morte em solidão

onde mais nenhuma flor
se despedaça e treme desta maneira

 

filipe marinheiro, em «noutros rostos», chiado editora 2014

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