[nenhuma vida…]

nenhuma vida é impossível tudo é possível ser reencontrado

amar-se numa correria lembrando as crinas azuis das nuvens
a bailarem na neve ou nos lençóis sufocantes de céu em céu
como se asfixiassem a temperatura das coisas macias coisas rugosas

e o som a abrir os ossos amigos que depois acordam de lado
com a vida possível toda fodida

ou por outro viajar por entre o impossível em rodopio lírico
desta merda de vida transfigurada aí têm

 

filipe marinheiro, em «noutros rostos», chiado editora 2014

 

 

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