Poema (52) de Tito Leite

polis

Imagem: Pinterest.com

 

PÓLIS

 

O dialeto do progresso

não tem lírica na alma:

dissolução do humano

em massa inorgânica.

 

Catástrofe dos expatriados:

linearidade dos pássaros

de rapina, tecnocratas

no lodo. “O sonho acabou”.

 

Veneno na arte de calcular,

seleta prisão das saídas,

felicidade em fobia artificial:

derrubar “as portas da percepção”.

 

O futuro

nasce em microcefalia.

Downloads de corpo e máquina.

 

Tito Leite

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