Poema de Mariel Reis

corpos

                   Imagem: Pinterest.com (Harry Ally)

 

Para Aurea Beart

Os seus olhos corrigem
Meu corpo avizinhado
Emprestando-lhe dons
Que apenas a alvorada
Desperta nos pássaros.

As suas mãos corrigem
As margens excedentes
De um rio que quer
Correr apenas para sua boca.

Os seus pés corrigem
Um solo seco, sem flores,
Semeia-o com os dedos
Coroando-se com o diadema
De meus delírios.

Salmodio sua beleza
Mesmo sem meus olhos,
Ó jóia resplendente,
Conserva meu espírito
Da extinção próxima
No calor de sua redoma.

Mariel Reis

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