o sangue dos servos

anders-petersen

● o sangue dos servos se adensa ●
● a cada minuto e os seculos consolidam ●
● esse sangue nas pedras dos corpos ●

● numa lingua sem violencia e vazia ●
● sangue covarde sangue gasto sangue sim ●
● desses q correm nos animais pro abate ●

● jamais o sangue dos animais de rapina ●
● o sangue dos predadores o sangue quente ●
● dos q enfrentam os senhores da terra ●

● senhores do sonho senhores do medo ●
● eis as raizes do inverno devorando tempo ●
● eis os frutos do horror o sangue a lingua ●

● eis terror dos senhores seus olhos presos ●
● na agonia do mesmo medo raizes grossas ●
● q sombras adensam q tardes acalentam ●

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