Poema (1) de André Ricardo Aguiar

corpo-ruina

IMagem: Pinterest.com

 

ALUGUEL

Vivo numa casa chamada
corpo, que não quitei

e que perambula, serpente
de atalhos, daí meu endereço

quase em bote, nunca é o
mesmo: a casa em que

habito embora durmo ao
relento, pois quanto mais

me fecho, mais fora fico
de mim, a casa que a duras

penas sou eu, a casa de berço
e de cova, futura ruína

em que pergunto de mim,
à porta.

 

André Ricardo Aguiar

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