Poema (1) de Ribamar Netto

caveira

Imagem: Pinterest.com

 

Tanatoestética

 

Somos iguais

Melhor que isso

Sou eu o mesmo

Em suspiros de algodão

 

Vestem-me

Com a mesma

Indumentária

Que eu usaria

Num baile de solteiro

 

Talvez

Pois entre os vivos do mundo durmo só

 

É essa a verdadeira solidão

Eis como me visto

a beleza do infrutífero

 

Expõe-se à terra

Onde

as almas perdidas

já tão fodidas

declaram guerra

 

Somos iguais

Do cálcio  do osso

do podre da carne

que come o verme

ainda que meu corpo firme

alimento logo me torne

Ou que em cinzas

O vento me fume.

 

Ribamar Netto

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