caosligrafia

na arbitrariedade ígnea de teu signo fálico

me faço metal sendo fundido em labaredas
: gotejo a cera espessa do argênteo desejo

os bicos de canetas e penas se contorcem
a cada palavra que sugere sua significância
forjando insutilezas tenras a papeis gastos

eu que cheirava páginas floridas de cartas
que desenhava os caprichos de cada letra
e remendava meus rasgos em alto relevo

hoje sou uma refém de espíritos ferreiros
chamuscando a matéria-prima dos atos.

(Amanda Vital)

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